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Quanto Custa um Seguro Cibernético no Brasil? O Que Define o Preço em 2026

Essa é a primeira pergunta de praticamente todo gestor que considera contratar uma apólice cyber — e a que quase ninguém responde com clareza. A resposta honesta é que não existe preço de tabela, mas existe uma lógica de precificação bem definida. Entendê-la permite estimar sua faixa antes mesmo de pedir a primeira cotação. A resposta curta: uma taxa sobre o limite contratado O prêmio do seguro cibernético é calculado como uma taxa anual aplicada sobre o Limite Máximo de Indenização (LMI) contratado. No mercado brasileiro, essa taxa costuma variar entre 0,8% e 2% ao ano, conforme o perfil de risco da empresa. Na prática: uma empresa que contrata R$ 1 milhão de limite e recebe taxa de 1,2% pagaria cerca de R$ 12 mil de prêmio anual. A mesma empresa, com controles de segurança frágeis ou histórico recente de incidente, pode ver essa taxa dobrar — ou ter a cotação simplesmente recusada. Os seis fatores que movem o preço O que efetivamente reduz o prêmio As seguradoras não avaliam intenção — avaliam controle implementado e comprovável. Os itens que mais aparecem no questionário de subscrição e mais movem a taxa final são: Empresas sem MFA e sem backup offline hoje enfrentam recusa direta em boa parte das seguradoras. Não é uma questão de pagar mais caro — é ficar fora do mercado. Por outro lado, cada controle implementado antes da cotação se traduz em taxa menor, o que significa que investimento em segurança se paga parcialmente no próprio prêmio. O erro mais comum ao comparar cotações Comparar apenas o prêmio. Duas apólices com preço parecido podem ter sublimites completamente diferentes para as coberturas que mais importam: resposta a incidente, extorsão cibernética (ransomware), interrupção de negócios e multas de LGPD. Uma apólice com LMI de R$ 1 milhão, mas sublimite de R$ 100 mil para resposta a incidente, cobre muito menos do que aparenta na capa. A comparação útil é feita cobertura por cobertura, não pelo número final. Vale checar também a rede de prestadores acionável pela seguradora. Em um ransomware, a diferença entre uma resposta forense que começa em duas horas e uma que começa em dois dias é medida diretamente em faturamento perdido. O mercado está mais acessível do que em 2022 Depois do pico de sinistralidade de 2020 e 2021, os prêmios subiram forte e a subscrição endureceu em todo o mundo. O ciclo virou: com mais seguradoras atuando no Brasil e maior maturidade na precificação, as taxas recuaram em relação ao topo. O volume confirma a tendência. A arrecadação de seguro cibernético no Brasil alcançou R$ 73,6 milhões até fevereiro de 2026, alta superior a 185% frente ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, menos de 40% das empresas brasileiras contam com cobertura específica para riscos cibernéticos. Compare com o custo de não ter Levantamentos do mercado segurador apontam, para PMEs brasileiras, custos de recuperação técnica entre R$ 80 mil e R$ 500 mil, notificação obrigatória aos titulares de dados entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, e multa de LGPD de até 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração. O custo total médio de um incidente fica na faixa de R$ 250 mil a R$ 1,5 milhão. Contra esse cenário, um prêmio anual na casa de cinco dígitos muda de categoria: deixa de ser linha de despesa e passa a ser item de continuidade do negócio. Como chegar ao seu número A Cyber Insurance foi criada por profissionais de segurança da informação — o que significa que a análise da sua cotação começa pelo risco técnico real, não pelo formulário. Se você quer saber quanto custaria a apólice adequada ao perfil da sua empresa, fale com nossa equipe e peça uma cotação. As faixas de valores citadas são referências de mercado e servem para orientação. O prêmio efetivo depende de análise individual de risco realizada pela seguradora.

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Resolução BCB 498: o Prazo Venceu. E Agora? | Cyber Insurance

Resolução BCB 498: o Prazo para PSTIs Contratarem Seguro Cibernético Já Venceu. Sua Empresa Está em Conformidade? Em setembro de 2025, o Banco Central publicou a Resolução BCB nº 498, criando um novo regime de credenciamento para os Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs) — empresas de tecnologia que processam dados para instituições financeiras, fintechs e demais participantes do Sistema Financeiro Nacional. A norma deu um prazo de quatro meses para os PSTIs já em operação se adequarem. Esse prazo venceu em janeiro de 2026. Ou seja: não é mais uma regra “que vai entrar em vigor” — é uma exigência que já deveria estar cumprida. Se sua empresa presta serviços de tecnologia para o setor financeiro e ainda não passou por essa adequação, este é o momento de resolver isso antes que vire um problema contratual ou regulatório. O que a Resolução BCB 498 exige, na prática A resolução regula o credenciamento de PSTIs que acessam a Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) para prestar serviços de processamento de dados. Entre as exigências centrais estão: O impacto não é só para o PSTI. Instituições financeiras e fintechs supervisionadas pelo Banco Central só podem contratar fornecedores de tecnologia credenciados — e passam a ter a obrigação de monitorar se esses fornecedores seguem em conformidade ao longo do contrato, não só na assinatura. O que muda agora que o prazo passou Com o prazo de adequação encerrado, o cenário para quem ainda não regularizou a situação muda de forma concreta: Para o PSTI: operar sem os requisitos da resolução deixa de ser um risco futuro e passa a ser uma não conformidade presente. Isso pode significar perda de contratos com bancos e fintechs que agora precisam comprovar, para o próprio Banco Central, que só trabalham com fornecedores credenciados. Para quem contrata o PSTI: instituições financeiras que mantêm contratos com fornecedores não adequados assumem parte do risco regulatório dessa não conformidade — o que tende a acelerar renegociações de contrato, auditorias de fornecedores e, em alguns casos, substituição de parceiros tecnológicos que não conseguem comprovar a apólice e a governança exigidas. Na prática, isso está mudando o critério de seleção de fornecedores no setor financeiro: ter seguro cibernético compatível com a resolução deixou de ser diferencial e virou pré-requisito para continuar na mesa de negociação. Por que o seguro cibernético é o ponto mais delicado da adequação Dos requisitos da Resolução BCB 498, o seguro é o que mais gera dúvida na prática — porque a norma não pede “um seguro cyber genérico”. Ela exige cobertura específica para responsabilidade civil e riscos operacionais, incluindo fraude e incidentes de segurança cibernética, dentro de limites compatíveis com o porte da operação. Isso significa que uma apólice pensada para uma PME comum, sem esse desenho específico, pode não atender ao que o Banco Central espera de um PSTI. É aqui que entra a diferença entre comprar uma apólice qualquer e estruturar uma cobertura pensada para esse enquadramento regulatório — com um corretor que entende tanto o lado técnico de segurança da informação quanto o texto da resolução. O que fazer se sua empresa ainda não se adequou Se você atua como PSTI (ou fornece tecnologia para instituições financeiras e fintechs) e ainda não formalizou essa adequação, os próximos passos práticos são: A Cyber Insurance foi criada por profissionais de segurança da informação, especificamente para desenhar coberturas de seguro cibernético que fazem sentido técnico e regulatório — não apenas comercial. Se sua empresa presta serviços para o sistema financeiro e quer entender se está de fato coberta pelo que a Resolução BCB 498 exige, fale com nossa equipe e peça uma cotação.